Quarta-feira, 10 de maio de 2017 às 15:28 em Notícias
UNESCO QUER CORTAR RAÍZES DA ÁRVORE MILENAR CHAMADA POVO JUDEU

10 de maio de 2017

Por Marcia Rozenthal, publicado pelo Instituto Liberal

Há árvores, vivas até hoje, que datam de mais de 5 mil anos. Suas presenças seduzem, intrigam e instigam as mentes curiosas. Raízes profundas, troncos largos, galhos entrelaçados e abertos, trocam suas folhas a cada estação. Já presenciaram vários “mundos”, que emergiram súbita ou insidiosamente do ventre de seus antecessores. Testemunhas mudas do que fomos, somos, e provavelmente do que viremos a ser. Certamente sobreviverão àquilo que nos levará daqui.

Um povo também se desenvolve a partir de suas raízes. É através delas que extrai a seiva que alimenta sua alma, composta pela sua história e memória. E é sobre estas estruturas que seu corpo se desenvolve e sustenta. Quanto maior a força do geotropismo, mais difícil é extirpar-lhe a existência. Seus indivíduos, como galhos de uma árvore, se vão com o desgaste do tempo ou com as mudanças de estação. Entretanto, quando suas fundações são fortes, sua existência é certa e ele se renova com graciosidade a cada novo ciclo.

O povo judeu é uma árvore milenar, consciente de que sua sustentação está em suas raízes históricas e na terra onde estas penetraram, de forma vigorosa, já no início de sua jornada. Como tudo o que é longevo, já lidou com o mal nas suas várias formas, e sobreviveu a todas elas. Já cortaram seus galhos, serraram seu tronco, e no dia 02 de maio de 2017, sob uma máscara satânica que se denomina UNESCO, tentaram amputar suas raízes.

Quem estaria por trás dessa iniciativa?

Pessoas mal-intencionadas, que proclamam, nas entrelinhas de um discurso do absurdo, sua meta em construir um mundo hidropônico, desprovido de história, memória e princípios, para que assim possam facilmente dominá-lo. Para elas, o povo judeu e Israel representam uma síntese daquilo que querem destruir para sempre.

Pessoas que, na sua arrogância mimada, não sabem olhar uma árvore frondosa e lhe prestar o devido respeito. Abraçam-na por modismo, mas não se perguntam como ela sobreviveu à chuva, ao sol, aos raios, à seca sem ter tido sequer um teto que a escudasse.

Pessoas cínicas, que se arvoram em proteger ovos de tartaruga, baleias e animais silvestres e que desprezam o valor intrínseco e sublime do princípio de uma vida humana.

Pessoas que discriminam descaradamente o sobrevivente, e que apodrecem com desvelos o refugiado.

Pessoas cegas ao simbolismo da perenidade, insensíveis aos valores absolutos, que querem criar um mundo cada vez mais descartável e relativizado.

O “Brasil” votou na UNESCO a favor de mais uma macabra tentativa de negar os laços entre o povo judeu e a cidade de Jerusalém. Algo tão absurdo como negar à árvore a relação com sua raiz. O povo judeu é umbilicalmente ligado à cidade de Jerusalém, e não há decreto ou voto que possa mudar essa realidade. Posso crer que essa ideia seja complexa para mentes comezinhas, já que é uma realidade que ultrapassa a concreta noção de tempo e de espaço do cotidiano.

Desprezo a UNESCO pelo simples fato de ter abrigado tal querela.

Como brasileira gostaria de dizer que este voto não me representa. E que esse voto vale tanto quanto a palavra de quem o deu. O Brasil no dia 02 de maio de 2017 é governado por uma casta, para quem a palavra nada vale, a mentira é inócua e a falta de sintonia com valores morais é a regra.

Os países que votaram como o Brasil na UNESCO participam de um verdadeiro complô, que visa à criação de um mundo hidropônico, onde raízes flutuam na água.

Dizer mais o quê?

Sobre a autora:  Marcia Rozenthal é neuropsiquiatria e doutora em psiquiatria.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/unesco-quer-cortar-raizes-da-arvore-milenar-chamada-povo-judeu/

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