Esconderijo contendo parafernália nazista encontrado na Argentina
21/06/2017 - 16h05 em Notícias

Autoridades argentinas descobriram um grande esconderijo contendo parafernália nazista em uma casa de Buenos Aires na semana passada, uma lembrança física dos milhares de antigos nazistas que fugiram para o país sul-americano após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Os objetos, que incluem bustos de Hitler, dispositivos de experimentação médica e ferramentas usadas para julgar as características étnicas foram encontrados atrás de uma parede falsa durante uma invasão doméstica pela seção de Crimes Culturais da Polícia Federal. Outros achados incluíram estátuas da águia imperial alemã e múltiplas peças com suásticas. Esses itens são proibidos pela legislação argentina.

A ministra da segurança, Patricia Bullrich, disse que ficou “chocada” com o achado, acrescentando que ela fazer pressão para que os itens sejam doados para o museu local do Holocausto.

“A principal hipótese é que alguém que fez parte do regime entrou na Argentina porque a quantidade de objetos do mesmo estilo é difícil de encontrar em coleções particulares que podem ter um ou dois objetos, mas não dessa quantidade e dessa qualidade, “De acordo com um investigador.

A medida em que as investigações prosseguiram fica aparente que a coleção espetacular de material nazista pertencia a um grupo de agentes de antiguidades atuando no mercado negro, com a única finalidade de revenda ilegal para colecionadores.

A polícia argentina chegou ao local através de informações de agentes chineses que investigavam o paradeiro de centenas de itens antigos chineses que constam a “lista vermelha” da Interpol e são objetos de alto valor histórico que não podem sair da China ou serem comercializados. Grande parte dos objetos chineses procurados estavam no mesmo local dos objetos nazistas na Argentina, bem como antiguidades com a mesma característica de tesouros nacionais do Egito e Japão.

No caso dos objetos não-nazistas, todos foram roubados nos países de origem.

Cerca de cinco mil ex-nazistas que escaparam da Europa chegaram à Argentina com a ajuda do presidente Juan Peron, cujo governo estabeleceu vias de fuga através da Espanha e da Itália. O mais famoso deles foi Adolf Eichman, um dos principais organizadores do Holocausto. Ele foi sequestrado pela inteligência israelense em 1960 que o trouxe para o estado judeu, onde posteriormente foi julgado e executado.

Fonte: https://www.menorahnet.com.br/9495-2/

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