Sexta-feira, 7 de julho de 2017 às 14:43 em Notícias
UNESCO nega mais uma vez a soberania israelense sobre Jerusalém

O comitê cultural da ONU aprovou a proposta apresentada pelos Estados Árabes que rejeitam a soberania israelense sobre Jerusalém e condena o país pela realização de escavações na Cidade Velha. Apesar disso tudo, o enviado de Israel a UNESCO volta com a certeza de que "Israel está na direção certa"; Completou ainda que" Israel deu sua versão suavizada, gerenciou e ganhou a maioria moral"

O comitê da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) aprovou esta semana, em Cracóvia, a redação de uma resolução, negando que Israel seja poder soberano sobre Jerusalém, além de condenar o país pela realização de escavações na Cidade Velha. A proposta foi submetida ao Comitê Cultural do órgão pelos estados árabes que originalmente apresentaram uma versão muito mais dura, formulada em conjunto com os palestinos. No entanto, a pressão exercida por Israel forçou a proposta a ser diluída.

Dez estados apoiaram a resolução entre eles o Azerbaijão, a Indonésia, o Líbano, a Tunísia, o Cazaquistão, o Kuwait, a Turquia, o Vietnã, o Zimbábue e Cuba. Três votaram contra, incluindo Filipinas, Jamaica e Burkina Faso. Outros oito países se abstiveram: Angola, Croácia, Finlândia, Peru, Polônia, Portugal, Coréia do Sul e Tanzânia. 

O embaixador de Israel na UNESCO, Carmel Shama-Hacohen disse que duas horas antes da votação, os Estados árabes estavam convencidos de que tinham um consenso sobre a resolução, mas a pressão israelense em última instância mostrou-se suficientemente pesada para sabotar seus esforços. Ainda de acordo com Shama-Hacohen "apesar do significativo amolecimento do texto, mais nações estão se identificando com Israel e não estão mais preparados para aceitar, o que Israel sempre considerou inquestionável: a perseguição ao Estado Judeu.”

Carmel Shama-Hacohen
Carmel Shama-Hacohen

Carmel também apontou que pela primeira vez Israel ganhou o que ele descreveu como “uma maioria moral no comitê cultural do corpo”, já que 11 países dos 21 se opuseram à proposta ou se abstiveram.

A votação ocorreu poucos dias depois que a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley,  enviou uma carta ao Diretor-Geral da UNESCO pedido que ele fosse contrario a  uma resolução que reconheceria a Cidade Velha de Hebron e a Caverna dos Patriarcas  como um patrimônio da humanidade Palestino.

Em outro esforço para impedir esta resolução, um grupo de 12 sobreviventes do Holocausto, que nasceram na Polônia e agora moram em Israel, enviaram uma carta urgente ao Ministro das Relações Exteriores da Polônia pedindo que ele  convocasse  seu governo para frustrar a resolução da UNESCO, que procurava declarar a cidade velha de Hebron como um patrimônio da humanidade palestino.

Fonte: ruajudaica.com

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