Cresce o número de igrejas evangélicas que celebram festas judaicas
29/08/2017 - 9h26 em Notícias

 

A noite de Rosh Hashaná, que marca o início de um novo ano no calendário judaico, ocorre dia 20 de setembro. Dez dias depois, judeus de todo o mundo começarão um jejum e se reunirão para orar, pedindo perdão coletivo de seus pecados. Trata-se do Yom Kippur, ou Dia do Perdão.

Em ambas as ocasiões, cristãos de diferentes igrejas estarão louvando a Jesus Cristo e orando pelo seu retorno. Eles não são judeus convertidos, mas fazem parte do crescente número de fiéis que tem optado em seguir o calendário bíblico. Afinal, as duas celebrações são descritas no livro de Levítico, parte do Antigo Testamento na Bíblia.

A Igreja Viva de Deus, nos Estados Unidos, é uma das igrejas que comemoram as datas, com direito a toque de shofar e danças. “Não estamos tentando ser judeus”, explica o pastor  Dexter Wakefield, líder da igreja-sede. “Estamos apenas obedecendo aos mandamentos de Deus. Esses dias sagrados têm um grande significado para os cristãos que os observam”, acredita.

Na igreja de Wakefield, que possui mais de 10 mil membros, festas ‘cristãs’ que possuem origem pagã são ignoradas, pois não são explicitadas na Bíblia. O maior exemplo disso é o Natal. Sua ênfase está nas cinco festas instruídas por Deus: Rosh Hashaná [Trombetas], Yom Kipur, Sukkot [Tabernáculos], Pessach [Páscoa] e Shavuot [Pentecostes].

A igreja Igreja Viva de Deus tem quase 400 igrejas, espalhadas por seis continentes, mas a maioria delas fica em solo americano. Mas eles não são os únicos a terem o entendimento de que a Palavra deveria ter maior peso na igreja que a tradição. Já existem várias igrejas ensinando isso no Brasil também.

“Estes dias foram claramente ordenados no Antigo Testamento, e sua observância por Cristo e os apóstolos no Novo Testamento certamente os liga à Igreja Cristã”, escreveu o fundador da Igreja Viva de Deus, Roderick Meredith. “Os verdadeiros cristãos devem celebrar os dias sagrados que Deus separou. E devemos seguir o exemplo de Jesus e os Apóstolos originais ao fazê-lo”.

“Muitos cristãos ainda pensam que as práticas do judaísmo são mais autênticas, por serem mais antigas, mais próximas da vontade de Deus do que os ensinamentos que muitas igrejas fazem nos tempos modernos”, disse Jon Levenson, professor de Antigo Testamento na Harvard Divinity School.

“Há essa noção de que a tradição da igreja se afastou muito da verdadeira palavra de Deus e que, de alguma forma os judeus e a Bíblia estão mais próximos da verdadeira Palavra de Deus, e devíamos manter essas práticas”.

Com informações do jornal Times of Israel

Fonte: https://www.menorahnet.com.br/10202-2/

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