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Juiz argentino ordena a prisão da ex-presidente Kirchner por ocultar o papel iraniano no bombardeio ao centro judaico da AMIA.
12/12/2017 - 17h47 em Notícias

Um juiz argentino ordenou a prisão da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner por traição e por ter encoberto o envolvimento de altos funcionários iranianos no bombardeio de 1994 a um centro judaico em Buenos Aires.

O juiz Claudio Bonadio ordenou a prisão, esta semana, e pediu ao Senado argentino que tire a imunidade parlamentar de Kirchner, que agora atua como senadora, abrindo caminho para sua prisão e julgamento.

A ordem de Bonadio visa outros funcionários argentinos que trabalharam para encobrir o envolvimento no ataque ao prédio da AMIA, incluindo o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Hector Timmerman, que é judeu e está atualmente sob prisão domiciliar e  o ex-chefe da Agência Federal de Inteligência Oscar Parrilli, que foi acusado, mas não está preso.

O ex-secretário jurídico de Kirchner, Carlos Zannini, o líder da comunidade muçulmana, Jorge Alejandro Khalil e os ativistas pró-iranianos Luis D'Elía e Fernando Esteche foram todos presos esta semana. 

Em decisão de 491 páginas, Bonadio escreveu que o ataque de 1994 ao centro AMIA, que matou 85 pessoas e deixou mais de 150 feridos e o ataque de 1992 contra a embaixada israelense em Buenos Aires, foram "atos de guerra" feitos pelo Irã contra a Argentina. Um memorando afirma que Kirchner havia assinado acordo com o Irã para investigar conjuntamente os ataques. Isso evitaria que o país fosse declarado um estado terrorista, disse o juiz. 

Bonadio acusou os ex-oficiais argentinos e ativistas muçulmanos de participarem desse "plano criminoso".

O mandado de prisão contra os ex-funcionários do governo baseia-se em uma acusação de 2015 feita pelo falecido Alberto Nisman, um procurador que investigava o papel do Irã no bombardeio da AMIA. Nisman afirmou que Kirchner criou um "canal de comunicação paralelo com o Irã para evitar a incriminação de altos funcionários do governo iraniano no bombardeio”. O presidente argentino, Mauricio Macri, cancelou o memorando, em dezembro de 2015, na sua primeira semana de mandato.

Nisman foi encontrado morto em seu apartamento, em 2015, um dia antes de apresentar suas alegações ao Congresso argentino.

"Finalmente a justiça está avançando e tudo que podemos confirmar agora é o que Nisman havia divulgado”, disse Ariel Cohen Sabban -  presidente do grupo judaico DAIA na Argentina. "Agora será o judiciário que terá que determinar se esses dados são validos ou não. A acusação de Nisman deve ser investigada, finalmente".


Durante uma coletiva de imprensa, na quinta-feira, Kirchner ficou indignada. "Esta é uma perseguição política. O governo não quer minha voz no Senado. Eles estão tentando silenciar a oposição. Isso não tem nada a ver com a justiça, nem com a democracia ", disse.

Fonte: https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/16047214f67152d0

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