Volume
Rádio Offline
Redes
Sociais
O Massacre de Munique completou 46 anos e a data passou desapercebida. Relembre.
12/09/2018 18:33 em Notícias

Mais um ano que devemos lembrar e homenagear os atletas judeus israelenses que perdemos no massacre de Munique em 5 de Setembro de 1972. São raros os representantes da sociedade civil que entendem a necessidade de se unirem aos parentes e amigos dos atletas assassinados no ataque terrorista.

Os atletas mortos em Munique foram fazer parte de uma competição internacional respeitada por sua antiguidade, que sempre representou a paz e a confraternização mundial.

A foto que se tornou símbolo do massacre mostra um dos terroristas palestinos do Setembro Negro, assassino de judeus, na sacada do prédio dos atletas em Munique, em 1972.

Infelizmente, no aniversário de 46 anos o mundo quase todo tende a menosprezar a magnitude do fato. Como se uma tragédia destas não houvesse ocorrido nunca nos Jogos Olímpicos. Como se qualquer um dos 11 atletas israelenses assassinados fosse só mais um nome em uma estatística esportiva.

A banalização do terrorismo contra o povo judeu gera tristeza e uma grave preocupação.

Quando nos deparamos com atitudes como esta, percebemos que nossa luta vai além de detectar e impedir estes ataques facínoras. Se a opinião mundial não cerrar fileiras de forma unânime contra toda forma de violência terrorista, enquanto não se manifestar abertamente seu repúdio a todo e qualquer ato terrorista presente, passado ou futuro, só o que poderemos esperar é uma perigosa escalada desta aberração.

Espero que cada pessoa de bem, cada israelense e cada judeu ou não, que se sinta pessoalmente atingido pela tragédia de 1972, seja no passado ou hoje faça um minuto de silêncio para lembrar e reverenciar cada um destes atletas que perdemos para o terror. Estes eram seus nomes:

Moshe Weinberg

Yossef Romano

Ze’ev Friedman

David Berger

Yakov Springer

Eliezer Halfin

Yossef Gutfreund

Kehat Shorr

Mark Slavin

Andre Spitzer

Amitzur Shapira

O gigante Or Sasson, medalhista de bronze no judô em 2016 acende a última chama junto com Yarden Gerbi, também medalhista de bronze do judô feminino até 63 kg, as duas únicas medalhas de Israel em 2016
O gigante Or Sasson, medalhista de bronze no judô em 2016 acende a última chama junto com Yarden Gerbi, também medalhista de bronze do judô feminino até 63 kg, as duas únicas medalhas de Israel em 2016

Até o momento, apenas Munique e a Cidade do Rio de Janeiro relembrou e homenageou os 11 atletas assassinados pelos terroristas palestinos da organização Setembro Negro. O Rio veio primeiro, na cerimônia oficial nos jardins do Palácio da Cidade, durante a Olimpíada de 2016 com a presença e discurso do presidente alemão do COI. Munique veio depois, erigindo um memorial permanente em 2017. No RJ o COI também implementou um memorial móvel a ser instalado em todas as vilas de atletas das olimpíadas vindouras. Vamos ver se isto irá ocorrer.

Memorial móvel do COI na Vila Olímpica dos Atletas no Rio de Janeiro durante as Olimpíadas de 2016

Mas o que era este grupo terrorista Setembro Negro?

Yasser Arafat, o comandante do golpe de estado contra o rei Hussein, em uma rua na Jordânia, portando um fuzil AK-47, acompanhado por outros homens em setembro de 1970.
Cena de combate durante o levante palestino na Jordânia. Enquanto um palestino observa as tropas da Jordânia através de um binóculo, outro palestino dispara seu AK-47 contra os soldados enquanto um terceiro manuseia seu fuzil.
Os jornais da esquerda mentindo em 1970 em apoio aos palestinos como mentem hoje. Chamavam o golpe de estado da OLP de Arafat de “Revolução Árabe”, como se fosse algo positivo. A aventura custou aos palestinos 10.000 homens mortos. Sua revolta contra Hussein seria descontada nos judeus.
Fonte: https://www.menorahnet.com.br/13267-2-569-3/

Este nome foi dado à tentativa armada de golpe de estado promovida pelos palestinos residentes e ‘refugiados’ na Jordânia contra o rei Hussein, em 1970. Os combates de rua terminaram com a morte de 10.000 palestinos, número este consagrado historicamente e enterrado em qualquer discussão sobre a crise entre Israel e os palestinos. Ao invés de irem sequestrar e matar atletas da Jordânia, os palestinos decidiram fazer o que o mundo estava acostumado a fazer a colocar suas mazelas e mortos nas contas dos judeus. Foram massacrados por muçulmanos sunitas jordanianos, nada mais correto para os palestinos que matar judeus em vingança. O líder da tentativa de golpe na Jordânia foi Yasser Arafat.

COMENTÁRIOS